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Médico de Bolsonaro diz que não houve piora de infecção, mas função renal preocupa

 

Cardiologista informou que os sinais das primeiras 48 horas de internação na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) são positivos




O médico Leandro Echenique, cardiologista da equipe que atende o ex-presidente Jair Bolsonaro, disse no final da tarde deste sábado (14) que os sinais das primeiras 48 horas de internação na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) são positivos.

Bolsonaro está internado desde sexta-feira (13), no hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de uma pneumonia grave nos dois pulmões.

Como não houve piora do quadro de infecção, o médico disse que é porque os antibióticos começaram a fazer efeito.

Mas a maior preocupação no momento é a função renal, que apresentou piora por causa da infecção, dos vômitos e da desidratação.

A equipe médica está fazendo um balanço hídrico, com a ingestão de mais líquido do que o ex-presidente elimina para contornar este problema.


    Boletim médico

    Na manhã deste sábado (14), boletim médico havia informado que o ex-presidente tivera uma piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios,

    Médicos que atendem o ex-presidente consideram que ele deve ficar no hospital por ao menos sete dias, para administrar antibióticos. O tempo pode chegar a 14 dias, a depender da resposta do organismo.

    A equipe médica afirmou ainda que existe risco real de morte e que o caso exige acompanhamento intensivo.

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a filha caçula, Laura, têm se revesado na UTI. Flávio Bolsonaro também tem visitado o pai. O senador chegou no final da tarde deste sábado (14) a Brasília de Rondônia, para visitar o ex-presidente.


    Relatório mostra piora acelerada da saúde de Bolsonaro antes de internação

    Registro das avaliações realizadas por médicos da Papudinha aponta que ex-presidente caminhou 5km e apresentava "bom estado geral" na noite de quinta-feira (12); na madrugada de sexta (13) apresentou náuseas e tremores que motivaram transferência a hospital








    Relatórios diários da equipe de saúde que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão mostram uma rápida evolução do quadro clínico antes da internação.

    Os registros obtidos pela Noticias sem censura começam na manhã de quarta-feira (11). Naquele dia, um profissional de saúde descreve Bolsonaro em bom estado geral e relata que ele chegou a fazer uma caminhada de 4,2 quilômetros.

    Na mesma noite, o ex-presidente seguia sem queixas, sem episódios de soluço e com sinais vitais considerados adequados. A única observação fora do padrão foram “pequenos desequilíbrios” durante a caminhada.

    O profissional registrou a necessidade de seguir avaliando um possível risco de queda.


    Na quinta-feira (12), nos atendimentos da manhã e da tarde, os profissionais voltaram a registrar bom estado geral, com saturação de oxigênio normal e poucas crises de soluço.

    O último atendimento foi anotado às 20h45 de quinta. A enfermeira responsável descreve Bolsonaro em estado “regular, lúcido e orientado”. Ela também registra que o ex-presidente havia caminhado 5 quilômetros naquele dia. A saturação de oxigênio, porém, já aparecia levemente mais baixa que nas medições anteriores: 93%.

    A anotação seguinte no documento já é classificada como “registro de intercorrência”. A equipe médica da Papudinha relata que foi acionada às 6h45 pelos agentes penitenciários para avaliar calafrios apresentados pelo ex-presidente.

    Segundo o relatório, Bolsonaro afirmou aos profissionais ter passado mal por volta das 2h da madrugada, quando sentiu náuseas e tremores. Ele negou vômitos ou sintomas respiratórios. No momento do atendimento, estava com febre e a saturação de oxigênio havia caído para 82%, nível considerado muito baixo.

    Diante do quadro, os profissionais administraram medicação. Como a febre e a baixa saturação persistiram sem melhora, a equipe decidiu pela transferência para um hospital. Foi acionada uma ambulância do SAMU e comunicado o médico particular do ex-presidente, Brasil Caiado.

    Todo esse procedimento, do acionamento da equipe da Papudinha à internação em hospital particular, durou cerca de duas horas. Os profissionais de saúde do presídio acompanharam Bolsonaro durante todo o processo e só retornaram ao batalhão ao meio-dia de sexta-feira.

    No hospital, Bolsonaro foi diagnosticado com pneumonia bacteriana. O estado de saúde é considerado grave, embora estável. Ele permanece internado na UTI e, segundo o boletim médico mais recente, divulgado neste sábado, apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios.

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